Com todo respeito aos proprietários da tradicional van da Volkswagen, mas o comportamento de usuários apegados à versão 6 do browser Internet Explorer é similar. As dificuldades também.
O motorista que nunca ficou atrás de uma Kombi numa subida atire a primeira pedra. Ela vai devagar, no meio (normalmente), soltando fumaça (às vezes) e chega ao topo com a mesma “tranquilidade” que começou.
Há umas semanas atrás um professor comentou na aula que compradores de Kombi não são exigentes. Estão satisfeitos com o custo-benefício e não querem nada mais do que a Kombi tem a oferecer. Não precisa de mais velocidade, outra cor que não seja branca, ou qualquer acessório. O importante é o quanto ela custa e quanto ela carrega.
É uma visão interessante que me fez pensar na relação que os usuários possuem com o Internet Explorer 6. Quando você encontra um usuário que ainda utiliza aquela versão do browser (e são muitos) a resposta é similar ao do comprador de Kombi (dada as devidas proporções). O usuário está satisfeito com o browser que tem.
A satisfação é subjetiva; muitas vezes o usuário não sabe nem que pode mudar e trabalhar de outra forma. Ele não tem ideia das brechas de segurança do browser e nem porque alguns sites não ficam tão bonitos em sua tela. O importante para eles é que está bom assim. Funciona. Está acostumado.
Como lidar com esta fatia do mercado? Da mesma forma como lidamos com as Kombis? Fazer barulho até o usuário trocar? Deixar de dar suporte?
Não há solução perfeita.
Há alguns anos o grande vilão era o Netscape 4. Havia usuários fiéis que não o trocavam por nada e os desenvolvedores optavam por suportar ou não o browser. Agora com o IE6 temos a mesma situação.
As empresas ou desenvolvedores é que definirão se a aplicação ou website suportará a versão de browser ou não. Muitas já estão deixando claro a sua posição, como a 37Signals, YouTube, Digg, entre outras.
O melhor caminho é explicar as razões aos usuários para os motivarem a realizar a troca e incentivar a adoção de outros browsers.Caso nenhuma das opções seja possível, deixe clara sua posição. Para o usuário é melhor saber que você não suporta o browser que ele está usando do que simplesmente fazer pouco caso. Ele pode não aceitar, mas você fez a sua parte em deixar sua posição clara.
Afinal, quando a Kombi anda na direita, sem atrapalhar sua passagem, você nem percebe que ela está ali, certo?
Por Karyn Nassif
Via WebInsider
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